No Brasil, o câncer do colo do útero é o segundo tipo de câncer mais frequente entre mulheres, após o câncer de mama, com alta mortalidade e faz, 4.800 vítimas fatais. Por conta desse desastroso dado, o Ministério da Saúde disponibilizou para todo o país, doses contra o HPV- Papiloma Vírus Humano, o qual apresenta mais de cento e cinquenta tipos diferentes.
As doses estão disponíveis nas onze unidades de saúde do município, além da equipe móvel que também realiza a vacinação em localidades diversas. A vacina foi lançada comercialmente no Brasil em 2006, e este ano é a primeira vez que a campanha de imunização é realizada pelo SUS- Sistema Único de Saúde.
Segundo a vigilância epidemiológica de Barra do Choça a meta é vacinar 80% de adolescentes com idade entre 11 a 13 anos, em um total de 1.137 pessoas.
É importante dizer que o esquema vacinal é feito por meio de injeção em três. A primeira dose começou em 10 de março e vai até 10 de abri. A segunda etapa será aplicada a partir do dia 1° até o dia 12 de setembro. Já a terceira e última dose só será necessária, após sessenta meses, ou seja, cinco anos depois de ter administrado a segunda dose. Vale dizer que até o momento o município não registrou nenhum caso adolescente que teve algum tipo de reação adversa, como febre ou dores de cabeça.
Segundo Celeste Gusmão, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, os resultados estão bastante positivos em nosso município “A vacinação aqui em Barra do Choça, contra o HPV está sendo bem efetiva. A gente acredita que vamos atingir a meta do ministério da saúde, mas é necessário que as adolescentes estejam atentas para não perder o prazo determinado”, afirmou.
Para manter a organização e a eficácia da vacina, a secretaria de saúde, fez um cadastro com todos os dados das adolescentes, para que na época exata eles não percam a oportunidade de administrar corretamente a vacina e por sua vez, perderem a chance de combater o vírus da doença, que pode também causar outros tipo de câncer, como o de: vagina, vulva e pênis.
A mãe Rosemeire, não perdeu tempo e já levou a filha de 11 anos para ser vacina. Ela, como mãe e profissional que atua no setor de saúde, afirma que é preciso se conscientizar que a contaminação pelo HPV é via sexual. “ E a gente tem que pensar assim: minha filha tem só 11 anos, não tem vida sexual ativa, mas ela vai crescer e vai ter a vida dela sexual e futuramente ela precisa está protegida contra o câncer do colo do útero”, disse.
É importante deixar claro que o uso de preservativo ainda é a melhor opção, por esta razão a secretaria de saúde do município investe em ações educativas, para que resultados positivos sejam sempre maiores.
Texto: Karine Carvalho - Fotos: Rosenilton Soares - ASCOM/PMBC
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