
Há 13 anos Ivani Santana teve os documentos retidos pela Justiça por causa de um processo de troca de nome, em Feira de Santana. O caso ainda não foi resolvido e ela e as filhas estão sem nenhum documento.
Quando tinha um ano de idade, Ivani foi registrada pelo pai e pela madrasta que apareceu na certidão de nascimento dela como mãe. Aos três anos de idade ela foi morar com a mãe biológica e em 1999 decidiu entrar na Justiça para corrigir o nome da mãe. Os documentos dela foram retidos para que houvesse a troca, e foi feito por determinação da Justiça, um exame de DNA, que comprovou que dona Laura, é a mãe biológica. Segundo Ivani a Justiça solicitou que a madrasta também fizesse o exame de DNA, para comprovar que não era a sua mãe. Mas ela conta que, quando a Justiça fez o pedido, a madrasta já tinha se separado de seu pai e mudado para São Paulo e se recusou a fazer o exame.
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Hoje, com 28 anos, ela conta que já sofreu bastante por falta de documentos, inclusive foi impedida de ir ao médico. “Eu não tenho documento nenhum nas mãos. Fico doente e não posso ir para o hospital e fico dentro de casa, com a ajuda dos vizinhos, que me dão remédio”, disse Ivani. Ela informou ainda que as filhas também não conseguem ir ao médico por falta de documentos. “Não consegui registrar nenhuma das três meninas. Isso é muito triste porque minhas filhas já estão crescendo sem documento nenhum. E eu sem conseguir receber benefício. O pai delas mora em São Paulo, ele inclusive me chamou para ir morar lá, só que não pude ir por causa do documento”, explicou.
O caso está sendo acompanhado pela Defensoria Pública de Feira de Santana. A coordenadora do órgão, Sandra Falcão, informou que enquanto o processo não for concluído Ivani pode solicitar a segunda via do documento.